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1.º de Maio de 2026 - um apelo à sindicalização

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Neste 1.º de Maio de 2026, o SICOS assinala o Dia do Trabalhador lembrando as conquistas que melhoraram a vida de milhões de trabalhadores ao longo das últimas décadas: melhores salários, horários de trabalho conciliáveis com a vida familiar, direito ao descanso, protecção na doença, contratação colectiva e liberdade sindical.

Sindicaliza-te!

Estas são conquistas que devem ser sempre valorizadas e sempre defendidas.


Por esse motivo, o anteprojecto de reforma laboral em discussão na Concertação Social deve ser acompanhado com muita atenção, porque qualquer alteração à legislação laboral com vista a alcançar ganhos de produtividade não pode ser implementada à custa dos trabalhadores.


O SICOS defende a modernização do mercado de trabalho, mas apenas se isso for compatível com uma melhoria da estabilidade no emprego, da conciliação entre vida profissional e pessoal e com a implementação de medidas concretas de combate à precariedade.


Em 2026, cerca de 35% dos trabalhadores por conta de outrem recebem o salário mínimo nacional (ou pouco mais), e perto de 63% não auferem além dos 1050 euros brutos mensais, o que confirma que a compressão salarial continua a ser um dos principais desafios do mercado de trabalho português.


Estes são sinais de alerta que não se resolvem somente com revisões do Código do Trabalho, mas antes com um plano estratégico para o país que tenha em vista a modernização e capitalização estrutural do nosso tecido empresarial, um aumento da capacidade instalada nos sectores estratégicos e uma aposta na produção de bens e serviços em que temos vantagens comparativas e podemos criar (muito) valor acrescentado. Tudo isto sem nos esquecermos do pilar da formação.


Queixamo-mos frequentemente do triste fado e a que somos votados, mas, em rigor, a situação de Portugal e dos seus trabalhadores não é alheia ao facto de termos uma das mais baixas taxas de sindicalização da Europa. Segundo dados recentes, essa taxa ronda os 8,0% no sector dos serviços e não vai além dos 3,2% no sector do comércio (seja a retalho ou a grosso).


Estes são números particularmente preocupantes porque estamos precisamente a falar dos sectores onde os trabalhadores mais enfrentam baixos salários, horários difíceis (turnos) e muito pouco apoio sindical. Quem mais precisa de protecção colectiva é, paradoxalmente, quem menos se sindicaliza.


No campo oposto, a experiência europeia mostra que os países com sindicatos mais fortes e maior cobertura da contratação colectiva (sobretudo no centro e norte da Europa) tendem a apresentar melhores condições de trabalho, salários mais elevados, horários mais reduzidos e maior bem-estar dos trabalhadores e da população no geral. Não por acaso, mas por consequência directa de trabalhadores que, em conjunto, reclamam para si, não apenas mais direitos, mas o papel de stakeholders que merecem uma participação mais activa nas decisões do dia a dia do seu país (quer a nível político, quer a nível das próprias empresas a que pertencem).


Isto porque perceberam que juntos têm uma voz e um poder que individualmente nunca teriam. O poder de influenciar o futuro!


Por isso, neste 1.º de Maio, o SICOS reafirma o seu compromisso com a defesa dos trabalhadores do comércio e serviços, mas, acima de tudo, faz um apelo: SINDICALIZA-TE!


SICOS - Juntos somos mais fortes!

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